sábado, 8 de maio de 2010

Caros neurônios.

A quanto tempo não visito meu querido blog, prólogo de uma maluquice? Na verdade há alguns minutos, mas sim, mas antes, mas muito antes disso, quando a inspiração primamente apelou à necessidade de sentir novamente as tonalidades de minha fala (Nem pense que vai seguir essa linha! Não se pode confiar nos caminhos de um texto, principalmente num a tanto tempo abafado.), algo de muito ruim aconteceu comigo. Eu perdi o e-mail de login do meu blog.

Eu tenho o prólogo desde 2008, e veja bem, estamos em 2010. Faz dois anos que cativo e cultivo (slogan do meu próximo programa matinal, cativo e cultivo com Julia Leão) este espaço, com todo um cuidado. É de verdade, o espaço em que melhor consigo lidar comigo e com o que penso, e aí pronto, PERDI A PORRA DO LOGIN. PUT'aquiu...! Aí começa né, você bota até e-mail de quinta série de tão desesperada que está... não conseguia lembrar da merda do e-mail de jeito nenhum. Comecei a viajar nos significados dessa perda, como se tudo na minha vida participasse de uma fotografia hitchcockiana extremamente detalhista. Fui me aborrecendo, estristecendo, morocoxando, fiquei xoxa, no pior sentido da palavra que já odeio de tão cacofônica que soa (xoca, xoxa, xuxa, xoxo... preciso continuar?). Não queiram saber o quanto xinguei! Contudo, foi rápido. Minha capacidade de processar palavrões por minuto é algo de impressionável. E não, depois de esquecer o e-mail, não tinha uma melhor utilidade pro meu cérebro, descobri que nasci pra isso, xingar mentalmente. E rápido, não se esqueça! Tão rápido, que ergui-me e pensei, - Vou criar um blog novo, claro! - mas resolvi deixar pra mais tarde. Como a maioria das coisas que nascem depois de uma situação broxa, tão broxa que Boston Medical Group nenhum ia conseguir sustentar.

A semana inteira a inspiração me corroeu de tal forma, que maldade! Porque claro, você perde o login do blog, e que que acontece? Baixa Vinicius de Moraes, Cruz de Sousa e Petrarca em você. Sai cantando sonetos as pampas pra quem quiser ouvir como se disesse bom dia. Ok, exageros á parte, foi doloroso.

A semana inteira a inspiração me corroeu, e agora eu só penso em dizer o quanto estou feliz de ter recuperado a minha senha e meu e-mail! Por mais banal que isso pareça, isso me preencheu num momento de muita solidão.
-Mas afinal Julinha, que momento de solidão foi esse, menina?

Vocês sabem que nesse clima de cultivo e cativo (Mais Você genérico, pra você que ligou a televisão agora), não posso negar respostas aos meus leitores (conjunto que a essa altura do texto só deve estar ocupado por meus neurônios mesmo, que por sinal estão muito aliviados de não precisarem mais processar palavrões).

Olha, momento de solidão todo mundo tem né, graças a Deus! -Não sei se você captou a idéia com a gravidade que eu captei, mas imaginei um japonês aparecendo no banheiro enquanto eu tomava banho. Não sei porque japonês,... me ocorreu. Se eu atinge aí o ego de algum japonês me desculpe,... aliás deixa pra lá, porque eu também não procuro amizade com japonês, então não é meu leitor (e pelo que eu saiba eu também não tenho nenhum neurônio de japonês). Povinho esquisito... fica inventando bicho que fala de pika pra lá, pika pra cá. (bateu uma saudade do Rafael). Eu hein,... ENFIM.

O fato é, tava me sentindo sozinha, sabe? Naquele clima de tpm, noite calorenta, bolorenta do Rio de Janeiro(que a essa altura do campeonato já tá quase virando manhã), fica-se arfando e pensando em besteira. Me senti sozinha, TALEGÁU? Me senti vazia e aí bateu a paranóia também (eu tenho meus momentos paranóia, se você não percebeu eu imaginei um japonês entrando no meu banheiro a algumas linhas acima), aí voltou pra solidão e ficou nisso, e foi ficando mais denso, mais triste... Fui lembrando da minha vida inteira, imaginei morrer, imaginei as pessoas morrendo, chorei, ri um pouco também, fui no banheiro, fiz a sobrancelha, (eu não sou uma pessoa muito linear, sabe?) voltei, fiquei mais tensa,... e fui nessa linha (que linha cara pálida), né? Toda hora que eu olhava pro rádio relógio, tinha passado uma hora e comecei a pensar que esse japonê... - Olha, eu ia fazer mais uma piada com japonês, mas desisti. Esse povo é muito esquisito mesmo, faz filme de terror com criança de boca preta escancarada, sem falar que tem essa coisa de se comunicar com os antepassados, VIXE, SAYONARAVÁ! Ai, ai, ai Iukito.

E aí, batendo já aquele revertério adlocum tuum de pensamento, tinha até tentado fazer o tal do blog que disse que ia (o nome dele iria ser espasmos verbais II, não estou brincando, só faltou no subtítulo - a vingança jedi- NÉ JÊDÍ não GAROTÁ. É Jêdái. *XIN XIN*. (Isso era pra ser o barulho da espadinha), aí eu broxei mais ainda, voltei pra cama, virei de lado, e BUM! Na hora eu não ouvi som nenhum, mas sabe quando você repensa numa cena da sua vida e ela vem toda picotada do jeito que você quer? Perfeita, na tonalidade mais adequada, com a sua música preferida? - Além da minha capacidade de processar palavrões, descobri que meu processador de Movie Maker é excelente também! Já fiz cada filme maravilhoso... Se tiver uma viva'alma aí, sei que deve também ter feito seus filmes mentalmente (danadiiiinho, não é nada disso) -- -- / -- _ MENTIRA viva'alma (pelo amor de Deus, que não seja um japon...) É essa idéia! Até desdobrei o parênteses, porque é bem assim mesmo. Mas acho que acontece mais quando você tá apaixonado por alguém (espero). -

Você pega todas as cenas de você com a pessoa, bota aquela música do Belo (nem acha que esse negócio do Belo é brincadeira, porque outro dia fui no hortifruti e vi um homem que trabalhava lá chorando com a música da Whitney Houstoun da novela tocada pelo saxofonista de óculos escuros que tem lá e fica anunciando o cd dele junto com as promoções *RESPIRA FUNDO*- discurso indireto livre é só pra quem pode), e saí montando a imagem mais perfeita do mundo. E assim foi como eu fiz, estava eu deitada e BUM! Bateu na minha mente, e não sei de onde veio,- jujulion91@gmail.com, senha... - AH, danadiiiinhos, (esse negócio de danadinho é bem coisa de cultivo e cativo mesmo, então vai se acostumanto) achavam que eu ia falar que minha senha é 264826? - E aí, não deu outra, pulei da cama às quatro e meia e vim aqui escrever a primeira coisa que se passava na minha cabeça. Aliás, eu disse ali atrás que não sabia da onde tinha vindo, né? Mentira, tava tudo aqui ó *aponta pra testa*, da bunda. Brincadeira gente, eu sei que é meu cérebro. E aí né, pensei neles, que nunca me abandonam. ( quer dizer,...)

Obrigada, caros neurônios!
Não sei o que seria de mim sem vocês.

4 comentários:

Marcela disse...

Primeiro: Qual é o seu problema? haha
Segundo, até escrevendo uma coisa dessas sem nexo (para as pessoas alheias), você consegue prendê-las em frente ao computador *correntes de alta segurança*.
Ah, e como pude me esquecer que você ainda por cima tem a coragem de dizer que esse texto é total eu. (e é mesmo!) haha
Tá demais! O mais engraçado de tudo isso, além do fato de eu entender cada minúcia que você quis dizer: é que eu tava rindo horrores aqui com o texto e quando olho pro lado tá o Réd e o Rogério com um olho maior que o outro me observando *espiões*
Esse texto me deu uma saudade de você. Uma saudade da nossa sintonia, tanto nas piadas, quanto nas sensações. Sei lá, só: Obrigada. De verdade. Eu tava precisando da minha dose de Julinha matinal.
Beijos

Rafa Course. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rafa Course. disse...

HAUHEUEAHUEHEAUHEAUEAHUEAHEAUEHE
caralhou, seu texto me fez ter orgasmos múltiplos, diversas vezes. eu ri MUITO. até te mandei trechos pelo orkut. fiquei com preguiça de copiar tudo e passar pra cá. u.u
muito bom acordar, com uma ligação, depois executar outra e depois morrer de rir com isso tudo aqui.

bom, não adianta eu falar isso, até porque você já sabe. mas quando se sentir sozinha, aparece, me liga, manda um e mail, bate na minha porta, grita o meu nome, faz fumaça. que eu apareço, a gente ri, a gente brinca, pegamos todos os momentos feliz, guardamos num saco (e enfia no cu SAHSAUSAHSUIA BRINKS) e vivemos felizes para sempre hihihi.

bjao amor.

cenoura disse...

Juro que no começo li 'abrir' em vez de 'sentir' e 'torneiras' em vez de 'tonalidades' lol
tenta emails e senha num .doc que vc poe num minidispositivo de leitura acoplado no seu molar =P
Ri demais - "Comecei a viajar nos significados dessa perda, como se tudo na minha vida participasse de uma fotografia hitchcockiana extremamente detalhista. "
Como não gosta de "xoxa"? tudo bem que borocoxo é mais legal, mas xoxa é uma palavra toda .... nao vou dizer garbosa porque nao tem nada haver mas ... sl tem alguma coisa, apertar bochechas,nao sei.
Ri mais ainda :"Minha capacidade de processar palavrões por minuto é algo de impressionável. E não, depois de esquecer o e-mail, não tinha uma melhor utilidade pro meu cérebro, descobri que nasci pra isso, xingar mentalmente."
('descobri que nasci pra isso, xingar mentalmente' -> muito a casa dos budas ditosos.)
Te imaginei muito seriamente agora com cara de paranoica fazendo a sobrancelha LOL