sábado, 25 de abril de 2009

Garôtá.

Hahaha, se lembra cara? Eu e você na quinta série, olhos pintados. Ouvindo nirvana, falando do que era ou não ser grunge. Escrevendo 'clap clap clap, heaheahea' no icq. Conversando sobre o urso, sobre os seus amores platonicos e impossíveis. Brigando toda a semana pelos motivos mais infantis do mundo. A primeira vez que eu dormi na sua casa, rimos da Maria Eduarda e do cabelereiro com jeito de mona. Sua mãe deu aquela bronca ativista em você, e aí eu comecei a achar que ela me odiava (e odiava). E mais tarde, na sétima? Eu, você e a Paula, no show do nightwish. Você pediu pastel de camarão(?). Eu acho que foi a coisa mais exótica num show de metal que eu já vi. Três meninas de preto, num show de metal, comendo pastel de camarão. Conhecemos até aquela menina atrás da gente, como era o nome dela mesmo? Enfim, não lembro. Mas esse não foi o único show que nós fomos, NÉ? Show da pitty. PUTZ. Quantas pessoas mesmo? Nossa, só sei que depois de beijar vocês, pseudo-tragando um cigarro torto enquanto voce via o D2 feliz da vida, eu pensei 'nunca mais vou fazer isso'. HAHAHA, tá bom. Todos os dias de convivencia no colégio. Quando eu emburrava, ou simplimente fazia cara de sono, voce getilmente ia com a sua cabeça pra cima de mim e me alegrava com um simples ' Brinca comigo'. Lembra daquele dia que a gente foi à praia e combinou de juntar dinheiro pra ir pra Ibiza? De morar juntas? Nossa, as praias. Eu, você, paula, eu, você, mariana, eu, você, areia(que eu jogava em nós duas), eu, você, cigarro. Eu, você, almoços na minha casa, pizza, brigadeiro... ê alegria. Ê nostaliga. Acho que o que mais é marcante na nossa convivencia definitivamente é a viagem pra cabo frio. Posso dizer sem dúvidas nenhuma que aquilo foi marcante pra mim. Afinal de contas eu aprendi o que queria dizer fancha, e comi a pior farofa do mundo, feita pela mariana. Além de ouvir o acasalamento da baleia jubarte. Hahahaha, eliana, que saudade. Mentira, foi muito mais que isso. Foram dez dias de liberdade que me fizeram refletir sobre a minha vida, sobre o que eu queria, o que era, e como iria ser. Na volta, no ônibus, eu sabia que qualquer viagem que viesse a seguir não iria nem vai substituir aqueles dez dias. E quando a gente estava estudando física no primeiro ano, e começou a conversar de como história era perfeita e como a história era tudo aquilo que nos cercava e como nós éramos completamente apaixonadas por história? Ah é, não te contei, eu vou fazer história mesmo. Não dá pra fugir. E sabe porque eu não te contei. Porque eu sumi da sua vida. Eu, não você. Eu. Fui me distanciando pouco a pouco de você, não corri atrás nenhum momento e quando vi,... Bem agora, eu tenho duas opções. Me ridicularizar, falar o quanto eu sou idiota e babaca. Coisa que eu sei que não vai adiantar mesmo, nem pra mim, muito menos pra você. Ou, perguntar, posso te visitar qualquer dia desses? Eu levo miojo, pipoca, um filme. Queria conhecer seu cachorro, saber como você está, saber da faculdade. Ver você cuspindo mate/refrigerante em mim mais uma vez... Ver o filme do Harry Potter que está quase saindo. Hein?

Um comentário:

Clara disse...

Essas coisas acontecem sempre e o melhor é ter coragem de fazer uma visita, dar um telefonema, me falta um impulso desses, às vezes.