quinta-feira, 24 de julho de 2008

Ser-Humano

Tem horas que eu vejo como eu sou um ser humano, como estou adepta a todos os erros que ele pode cometer, como erro. Como erro, e repito o mesmo erro até chegar a um limite, e aí sim absorvo sua lição. Como sou subordinada ao amor, à atração, ao desejo,como peco. E é tão ruim adimitir a sua função humana, tão ruim assumir que você faz parte da raça que domina e vai consequentemente destruir o mundo. Ruim ver que embora você queira e busque a vida inteira uma nova função, você nunca vai deixar de ser um ser-humano. Tentamos nos dividir em grupos, tribos, nacionalidades, tudo ligado à padrões como melhor e pior, bom e ruim, rico e pobre. Vamos criando conceitos abstratos de poder para tentar criar valores que nos façam melhores que os outros. Mas não somos. Fazemos todos parte do mesmo mundo, do mesmo lugar, todos nós seres-humanos, e nada mais. Não somos especiais, muito menos melhores do que qualquer espécie de animal. Sim, tentamos, tentamos nos educar, nos vestir, criar regras e socieadede em vão, porque dentro de nossa carapaça civilizada se encontra um animal sedento por seus instintos não realizados. Criamos a guerra, a doença, criamos o pecado e o pecador. Criamos o arrependimento. Criamos a miséria, a pobreza. e sempre que criarmos será assim, o bom para poucos e o ruim para muitos. Assim vamos seguindo nossas funções ridículas e medíocres, sempre invetando algo que nos pareça divino, sempre querendo ser mais do que somos. Me perdoe pois eu sou um ser-humano.

Um comentário:

Clara disse...

Adorei.

A gente acaba julgando as pessoas,mas só nos damos conta do quão equivocados somos, quando nos sentimos assim. exatamente como você descreveu.