domingo, 13 de abril de 2008

Ai, ai... viajei.

Sabe, to me sentindo uma criança. Daquelas bem bobonas. Agora todo o dia tem uma novidade, pra todo o lado que eu olho é uma descoberta. Eu viajo na minha mente e a cada segundo uma teoria é construida. Claro, dois segundos depois a anterior é destruída e fica no seu lugar a melhor formulada. Eu tenho pensado tanto, pensando em como me expressar. Tenho ouvido as coisas com muito mais atenção. Buscando em cada música, cada frase, alguma forma de me ajudar a mostrar o que eu sinto. To tentando me identificar nas coisas.
Se expressar é difícil. Tem horas que dá vontade de criar palavras novas, onomatopéias que consigam expressar o que você tá sentindo. E sim, chega uma hora que você percebe que tem coisas que não são feitas pra se falar, e sim pra se sentir. E quem disse que depois disso a gente desiste? Há, aí que o negócio fica interessante. Pobre ser humano, sempre buscando o impossivel. Ou pelo menos a coisa que estiver mais próxima do impossivel. E na minha opinião algum deles conseguiram com muito êxito resultados gratificantes.
Mas por hoje, não me atrevo a me aventurar nos meus pensamentos/sentimentos, só deixo a melhor interpretação que eu já vi de um sentimeno.

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões

Um comentário:

Clara disse...

Eu adoro essa do camões.
Clichê! mas lindo!
E somos todos crianças às vezes.